9 Sinais de que está na hora de mudar de emprego

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9 Sinais de que está na hora de mudar de emprego

Nem sempre é fácil reconhecer o momento em que a luz de alerta acende sobre o seu emprego ou sobre a sua carreira. Se se sente frustrado ou estagnado, talvez seja hora de se perguntar PORQUÊ ainda está no seu atual emprego.

Essa avaliação pode ser bastante difícil, por conta do conflito emocional vivenciado nessas situações. Por isso, neste artigo falamos dos principais sinais que deve prestar atenção para saber se o seu emprego (e, talvez, sua carreira) está mal.

É necessária uma análise criteriosa dos motivos que o levam a questionar, não só o seu emprego, mas também a sua carreira.

E é isso que deve fazer: a sua análise pessoal, fria, realista e objetiva. Porque os motivos que o podem levar a repensar o seu momento profissional podem ser os mais diversos possíveis, e o que é essencial para alguns, pode ser perfeitamente “digerível” para outros.

1.Falta de reconhecimento profissional

O primeiro passo é identificar o que significa reconhecimento profissional para si. É receber elogios numa reunião com o seu chefe? Um aumento de salário? Uma promoção? Você precisa ter clareza do que deseja para depois avaliar o por quê que isto não está a ser atendido e como pode ser resolvido.

Aqui também cabe fazer uma auto-avaliação sincera. Você está a dar o seu melhor? Os seus resultados estão compatíveis ou até mesmo a superar as expectativas? Senão, como pode melhorar? Se necessário, peça um feedback de alguém de confiança na empresa ou no próprio RH, caso não existam indicadores de desempenho disponíveis.

O Segundo passo é verificar qual é o perfil do seu gestor e a cultura da empresa? Existe diálogo, avaliações, feedbacks? Você tem colegas que são reconhecidos? Caso você considere que haja espaço, converse com seu chefe e negocie os seus objetivos.
Mas se as chances de atingir o reconhecimento desejado forem mínimas, pode ser uma boa ideia começar a olhar para o Mercado em busca de novas oportunidades.

2. Não tem perspectiva de crescimento profissional

Esse item frequentemente está atrelado ao anterior e aqui você também deve se perguntar o que significa crescer profissionalmente. É ser promovido hierarquicamente ou ganhar um projeto desafiador que aumente a sua aprendizagem?

Novamente cabe a avaliação da empresa em que se encontra. A empresa possui um plano de cargos e salários compatível com suas ambições profissionais? Se possui, só sobe na hierarquia quem é “apadrinhado”?
Ou você trabalha numa empresa pequena, já tendo passado por todos os setores?

3. O seu potencial intra-empreendedor está sendo desperdiçado

Tão importante quanto o crescimento profissional ou o reconhecimento por um trabalho bem feito, é se sentir desafiado em projetos que permitam exercitar sua capacidade de superação. Isso gera a motivação necessária para desenvolver um trabalho de qualidade.

Mas se você se sente estagnado profissionalmente, num trabalho entediante, rotineiro, onde percebe que não tem mais nada para aprender, a tendência é ficar cada vez mais frustrado.

Isso piora se você possui uma atitude intra-empreendedora.

O que é isso? É você olhar o local de trabalho, os processos e perceber que existem algumas coisas que podem melhorar e que você sabe “como” melhorar. Sabe aquela vontade de reunir os colegas e dizer “e se fizéssemos de forma diferente?…”, “vamos mudar isso ou aquilo, assim vai ficar melhor…”

Saber que você pode fazer muito mais pela empresa e não conseguir por falta de recursos ou de visão dos gestores é um sinal claro de que você deve começar a pesquisar novas oportunidades.

4. Não vê significado no seu trabalho

Todos gostam de se sentir como parte de algo maior. Você não quer ser apenas mais uma peça na engrenagem. É muito bom saber que o resultado do seu trabalho causou um impacto positivo na vida de outras pessoas.

Geralmente o significado que percebemos no nosso trabalho passa por um ambiente onde nossos valores sejam respeitados ao mesmo tempo em que as atividades realizadas estejam alinhadas com nossos talentos.

Entretanto, nem sempre isso acontece. Até porque, culturalmente, não estamos acostumados a avaliar os nossos valores e talentos e muito menos escolher os nossos trabalhos de acordo com eles.

Se esse ponto for muito importante para si, tem grandes chances de estar a sentir que o tempo gasto no escritório está a ser desperdiçado.

Faça uma lista naquilo que é bom, procure  aquelas atividades em que perde a noção do tempo, ou então identifique os assuntos que os seus amigos e colegas sempre pedem ajuda. Esses são sinais dos seus talentos.

Depois, avalie as atividades dos outros cargos da empresa e verifique se algum se alinha com a sua lista de talentos e se existe a oportunidade de uma realocação. Se não existir, comece a pesquisar outras empresas da sua área de atuação em busca de vagas alinhadas com o que descobriu sobre você mesmo.

5. Você trabalha só pelo salário

Esse item quase sempre é consequência do anterior. Se você odeia o que faz e o único elo entre você e a empresa é o seu salário, esse é mais um sinal que você está no lugar errado. Pesquisas realizadas com profissionais do mundo inteiro indicam que o dinheiro está em 4o lugar como motivação no trabalho.

Se tem algum objetivo maior no curto prazo que dependa de criar um colchão financeiro, como uma viagem, ou montar um negócio próprio, ok. Mas no médio e longo prazo será muito difícil permanecer a trabalhar apenas pelo salário.

Quando realizei minha transição de carreira da meteorologia para o coaching, fiz um planeamento financeiro e, de acordo com ele, permaneci no meu antigo emprego por 9 meses, antes de conseguir me dedicar em tempo integral à minha nova carreira.

Foi um dos períodos mais difíceis para mim, porque eu estava a trabalhar apenas por causa do dinheiro.

E ainda tem um efeito colateral negativo: o baixo desempenho. Por mais que se esforce, parece que nunca é o suficiente. Não consegue produzir o esperado, não atinge os objectivos. Os resultados parecem inversamente proporcionais à sua dedicação.

6. Arrasta-se para o trabalho todos os dias

Você conhece a Síndrome do domingo à noite?

Na verdade, quase 80% das pessoas sentem o mesmo:

Chegava o domingo a noite, e eu começava a sentir-me incomodado, com uma sensação estranha na boca do estômago, um desânimo….e logo pensava:

“P#$%$#@ o fim de semana já terminou, amanhã já é segunda-feira e eu tenho que ir trabalhar.”

Reconheceu o padrão? Talvez, hoje, você se sinta assim.

Claro que o problema não é ser domingo…o que você tem que prestar atenção é na intensidade do sentimento e na desmotivação que esse dia desperta. A falta de vontade de ir trabalhar pode ser causada por diversos fatores. Aliás, todos os citados nesse artigo também contam.

É claro que, por melhor que seja um emprego, você sempre terá aqueles momentos de desânimo, causados pela sobrecarga de trabalho, alguns problemas com um colega ou problemas pessoais. 

Só que se essa “má fase” se tornar permanente, é hora de olhar com mais cuidado para ela.
Se o problema não é o ambiente organizacional, o seu gestor, nem a sua equipe, então só sobrou o seu cargo. Analise o quanto está satisfeito com as as suas tarefas diárias. Se você faz a maior parte por mera obrigação e não por gosto, isso pode gerar um desgaste crescente na sua motivação para o trabalho.

Um bom critério para ser usado é a regra 70-30. 70% do seu trabalho deve ser prazeroso e apenas 30% deve ser chato ou feito apenas por obrigação.

Se gosta da empresa e do ambiente de trabalho, talvez esteja se sentindo sobrecarregado, ou seu trabalho não lhe desafia, ficou entediante demais, etc. Pode ser o clássico caso da pessoa certa no cargo errado.

Não tem paixão pelo que faz e as suas atividades não estão alinhadas com suas competências e talentos. Tente negociar outro cargo com o RH ou com seu gestor.

7.Vive stressado e ansioso

Se o seu trabalho é uma fonte continua de stress, gerando ansiedade e infelicidade, cuidado! Com o tempo somatizamos as emoções e começam a aparecer sinais de desgaste no organismo: resfriados constantes, enxaquecas, gastrite, etc.

Esse stress acumulado no trabalho é mais perigoso do que se imagina, podendo evoluir para uma doença mais grave: a Síndrome do Esgotamento Profissional ou Síndrome de Burnout.

Os seus sintomas são o estado de tensão emocional e stress crónicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. Pode levar até à depressão.

E por que estou a contar isso tudo? Porque as maiores vítimas dessa doença são pessoas que vivem frustradas ou insatisfeitas com o trabalho, ou vivem exclusivamente para ele, sem tempo para a família ou para cuidar da saúde. Se esse for o seu caso, reavalie o que é importante para você, antes que o pior ocorra.

A sua saúde é o seu bem mais valioso. 

8. Tem valores diferentes dos da sua empresa

Já imaginou trabalhar para uma fabricante de cigarros ajudando a manter o vício das pessoas, quando você acha que fumar só faz mal a saúde? Ou trabalhar para uma rede de churrascarias sendo vegetariano?

Ou a sua empresa espera que você trabalhe 12 horas por dia, mas você faz questão de ter um tempo de qualidade com sua família?

Os nossos valores influenciam o nosso comportamento, relacionamentos e decisões. E apesar disso, a grande verdade é que muitas vezes não sabemos quais são eles. Não somos ensinados a pensar sobre isso. Pelo contrário, somos programados para fazer escolhas baseados em critérios externos, como a situação do mercado de trabalho, profissões da moda ou conselhos de amigos.

Pensar sobre os seus valores, entender quais são, vai ajudar com qualquer mudança profissional que você queira fazer. Quer um exemplo prático?

Se gosta de um dia organizado, com uma rotina estabelecida, onde tem controle sobre tudo o que vai acontecer, dificilmente vai se adaptar a um trabalho onde não consiga obter essa organização.

Ou pelo contrário, se você gosta de um ambiente mais dinâmico, mais flexível, dificilmente conseguirá ser feliz em um trabalho rotineiro, onde todos os dias sejam iguais. Percebe como isso deve pautar as suas decisões profissionais?

Eu tenho uma amiga que trabalhava na indústria farmacêutica, num ótimo emprego, e pediu para sair porque  descobriu algumas práticas da empresa que feriam os seus valores de ética e honestidade. No meu caso, foram os valores relacionados a liberdade e qualidade de vida que influenciaram muito minha decisão de mudar de carreira.

Portanto, você deve se consciencializar quais são os seus valores e leva-los em conta ao escolher seu próximo passo, cuidando para que eles sejam contemplados e não atacados.

9. Vive à espera dos fins de semana e as férias para “se divertir”

Culturalmente fomos “treinados” a acreditar que trabalho é obrigação e diversão é para as horas vagas. E, provavelmente, você acredita que trabalhar fazendo o que ama é apenas um sonho, algo muito difícil de realizar, ou que é privilégio de um grupo seleto de pessoas que conseguiram criar trabalhos em torno de suas paixões.

Passou da hora de mudar esse ponto de vista…

Todos são capazes de trabalhar fazendo algo realmente motivador e realizador.

Hoje, existe um movimento, uma revolução silenciosa acontecendo, uma busca por um trabalho baseado em paixão, realização e contribuição.

Se você pesquisar no Google, encontrará dezenas de histórias de pessoas comuns, como eu e você, que já realizaram essas mudanças e estão construindo carreiras de sucesso, com equilíbrio pessoal e profissional, retorno financeiro, reconhecimento, coisas que as deixam plenamente realizadas.

E como elas conseguiram?

Porque elas chamaram para si a responsabilidade. Elas chegaram a conclusão que não adiantava ficar reclamando do governo, da crise, da empresa…que elas mesmas teriam que construir a vida que queriam. E foram lá, investiram nelas mesmas, planejaram e AGIRAM.

Você também pode fazer parte disso. Encare este momento de “sofrimento profissional” como uma oportunidade de investigar profundamente suas habilidades e os seus talentos. Depois, olhe para sua empresa ou para o mercado e identifique onde e com o que você mais gostaria de trabalhar.

E eu espero que este artigo tenha sido útil para você nesse sentido. Comente aqui embaixo qual dos itens do artigo você mais se identificou. E, se você conhece mais alguém que esteja vivendo as situações descritas aqui, compartilhe este texto. Assim, ajudaremos cada vez mais pessoas. 

 

Autor: Viva Saúde 

 

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