Bactérias do intestino podem ajudar no combate ao cancro

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A reação do organismo aos tratamentos contra o cancro dependem muito dos tipo de bactérias alojadas no sistema digestivo do doente, diz novo estudo.

Quanto maior for a diversidade de bactérias alojadas no intestino de um doente maior será a possibilidade de este responder de forma positiva a um tratamento de imunoterapia, conclui um novo estudo.

Os investigadores do MD Anderson Cancer Center da Universidade do Texas descobriram que os pacientes que responderam positivamente ao tratamento por imunoterapia tinham uma diversidade de bactérias maior do que aqueles que não registaram melhoras.

O estudo, apresentado na Conferência do Cancro do National Cancer Research Institute, em Liverpool, analisou mais de 200 bactérias da boca e mais de 100 bactérias dos intestinos de pessoas com melanoma.

E concluiu que a reação ao tratamento não difere em função das bactérias na boca, mas que melhora ou piora consoante as bactérias no sistema digestivo.

Este é um dos primeiros estudos a olhar para esta questão ao nível dos seres humanos, depois de investigações anteriores terem chegado a esta conclusão para ratos.

A imunoterapia é uma forma de combater a doença, neste caso o cancro, que usa o próprio sistema imunitário do doente. No entanto, tem tido resultados díspares.

Os cientistas tentam agora perceber porquê e estas conclusões agora apresentadas poderão dar mais pistas.

No futuro, os médicos poderão efetuar alterações ao microbioma intestinal, através de antibióticos, probióticos ou transplante fecal, de forma a potenciar os resultados da imunoterapia.

Os micróbios intestinais têm demonstrado ter influência nos tratamentos de quimioterapia, pelo que não é surpreendente que tenham impacto nas respostas a novas imunoterapuias”, diz Pippa Corrie, presidente do National Cancer Research Institute. “Manipular a flora intestinal pode ser a nova fórmula para aumentar a atividade dos fármacos de imunoterapia bem como para gerir toxicidade problemática no futuro”, acrescenta.

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