Crenças limitantes: como eliminar

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Autor – Marcos Justiniano (Psicólogo)


AS CRENÇAS LIMITANTES

Durante toda sua formação e desenvolvimento, desde que você estava na barriga de sua mãe, ocorreram experiências boas e ruins.

Durante sua infância você ouviu palavras positivas e palavras negativas, que talvez algumas sequer sejam lembradas. Mas saiba que tudo o que passamos no decorrer de nosso desenvolvimento contribui para a formação de arquivos em nossa memória implícita, a qual não temos acesso conscientemente, mas que influenciam nossos comportamentos o tempo todo e por vezes são capazes de nos paralisar e impedir que alcancemos nossos objetivos.

São as chamadas crenças nucleares, básicas ou centrais.

Vamos entender melhor como essas crenças influenciam nossos comportamentos e dificultam a vida de muitas pessoas.

Não é uma questão de causa e efeito, está bem? Isso precisa ser bem entendido! Algumas crianças ouviram de seus pais durante muito tempo de que não eram capazes, que não serviam para nada, que nunca conseguiriam nada na vida, e essas palavras podem ter contribuído para a formação de crenças de incapacidade e desvalor.

Na idade adulta, essas pessoas acreditam fortemente, sem se dar conta muitas vezes, de que não são capazes de alcançar seus objetivos e se julgam fracas, incapazes, menos inteligentes e incompetentes.

Outras pessoas, tiveram um convívio conturbado com pais ou responsáveis, foram deixadas de lado em todas as atividades, foram deixadas na casa dos avós, os avós por sua vez, deixaram com tios e assim vai. Essas crianças na idade adulta podem apresentar crenças de desamor e desamparo.

São pessoas que não se sentem amadas, sentem-se rejeitadas e abandonadas. Volto a repetir que não é uma questão de causa-efeito, mas sim de percepção que cada um de nós temos do mundo, das pessoas e de nós mesmos.

Mas você pode estar se perguntando como é a atuação destas crenças e como fazer para eliminá-las…

Primeiro vamos entender como ocorre sua atuação: Diante de uma situação qualquer, pode ser uma situação boa ou ruim, essas crenças são ativadas e enviam automaticamente para a mente da pessoa, pensamentos disfuncionais que por sua vez, geram emoções intensas negativas e que paralisam comportamentos e os deixam inadequados.

Vamos para um simples exemplo de uma pessoa que possui uma crença de desamor: Ela marca um encontro com um amigo. Momentos antes do horário marcado, o amigo liga e desmarca o encontro, dizendo que depois explica o motivo do cancelamento. Diante desta situação, a pessoa tem pensamentos do tipo: “sabia que daria errado”, “ninguém gosta de mim”, “eu sou muito ruim mesmo, ninguém gostaria de sair comigo”; esses pensamentos vão gerar emoções como tristeza, raiva, angústia e provavelmente esta pessoa evite marcar um novo encontro, ou deixe de falar com seu amigo, ou evite sair de casa.

Perceba como as crenças limitantes influenciaram os comportamentos desta pessoa. Se você observar os pensamentos disfuncionais, oriundos das crenças neste exemplo, eles não são verdadeiros e não tem validade, porém, para a pessoa isso é a mais pura realidade.

Como eliminar essas crenças limitantes e muda-las para crenças saudáveis e adequadas? Como disse, essas crenças são inconscientes e não são acessíveis, mas o caminho para muda-las é você monitorar os pensamentos disfuncionais que vierem à sua mente. Diante de uma situação em que perceba que suas emoções estão se intensificando, rapidamente observe o que está passando em sua mente.

Identifique pensamentos disfuncionais e questione-os. Feito isso dê ou não validade a esses pensamentos. Verá que a maioria são pensamentos que não são verdadeiros, mas que estavam influenciando fortemente suas emoções. Diante de comportamentos repetitivos e recorrentes, reflita sobre quais são os pensamentos envolvidos naquela sua forma de agir, provavelmente vai se surpreender com a atuação de crenças limitantes que desconhecia.

É importante que não desista e continue se esforçando na mudança de suas crenças limitantes. Com o passar dos dias, vai ficando mais fácil!

Bom treino!

Autor: Marcos Justiniano

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