Cuidados a ter no Outono

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Os dias cada vez mais curtos, as noites mais frias, o tempo mais seco e as folhas alaranjadas que se desprendem das árvores anunciam o fim do Verão e o início do Outono, a estação que nos prepara para o Inverno.

Ao contrário do que possa parecer, é uma época do ano com muito a aproveitar, e com alguns cuidados de saúde especiais, pode prevenir o aparecimento de surpresas desagradáveis como a queda exacerbada de cabelo, as gripes, constipações e alergias.

Não descuide nos agasalhos

Os problemas mais comuns são, desde logo, os problemas respiratórios derivados da descida da temperatura e das variações de humidade no ambiente que ocorrem com o início do Outono.

Para se prevenir, tenha sempre um agasalho à mão e não se deixe enganar pelos dias ainda solarengos e quentes, pois apesar da aparência de Verão, radicalmente, tudo pode mudar e pode ser apanhado(a) desprevenido(a).

As noites mais frias vão se acentuar, por isso, comece já a incorporar uma manta na roupa de cama. Mas atenção a roupa de cama guardada à meses no roupeiro.

Ainda que limpa, acumula sempre algumas poeiras e ácaros, dois dos principais responsáveis pelo aparecimento das primeiras crises alérgicas, pelo que deverá voltar a lavá-las antes da utilização. Além disso, deverá também fazer a secagem da roupa ao sol, aproveitando os belos dias que ainda surgem nesta época.

Pele e cabelo

Após o Verão, período em que a pele esteve mais exposta ao Sol, é natural que esta fique mais seca, podendo mesmo escamar e adquirir manchas, contribuindo para o seu envelhecimento precoce.

Para manter uma pele saudável, hidratada e cuidada, deve dar continuidade à hidratação adequada, utilizando cremes e/ou géis adequados ao seu tipo de pele, assegurando-se que têm um pH orgânico.

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Recomenda-se, ainda, a realização de tratamentos de esfoliação regulares, com a periodicidade de uma vez por semana, por exemplo, podendo fazê-lo no banho utilizando um gel de banho esfoliante pouco abrasivo.

O Outono é também a época da queda de cabelo, mais acentuada na mudança de estação, chamada de queda sazonal. É própria da época, tal como a queda da folhagem, e, neste caso, ocorre independentemente de outras causas da queda de cabelo, como os fatores externos stress, má alimentação, medicação ou doença.

Geralmente, a queda de cabelo sazonal prolonga-se de forma mais acentuada por aproximadamente um mês, sendo preocupante se se observar por mais de dois meses.

Ainda que seja uma mudança natural no nosso corpo, é possível, com alguns cuidados, atenuar esta queda de cabelo e estimular o crescimento saudável de novos cabelos que farão a devida substituição capilar.

Para tal, deve ter o cuidado de aplicar um champô e condicionador adequados ao tipo de cabelo, podendo fazer inclusivamente uma máscara de cabelo hidratante uma vez por semana.

Deve também evitar dormir com o cabelo molhado ou usar elásticos e outros acessórios para prender o cabelo com frequência.

A saber, ainda, que as temperaturas elevadas, seja da água ou do secador, fragilizam o cabelo e o couro cabeludo, deixando-o mais baço, fraco e mais suscetível a queda e escamação.

Igualmente fundamental para a saúde da pele e do cabelo, é a manutenção de uma alimentação equilibrada, que inclua a dose diária recomendada de vitaminas e minerais essenciais, fontes de proteína completas, com destaque para o colagénio, e, ainda, garantir uma boa hidratação ao longo do dia.

Além das fontes alimentares destes nutrientes, é especialmente nesta época que pode beneficiar de uma suplementação alimentar específica para o fortalecimento de pele, cabelo e unhas, contendo vitaminas e minerais específicos e, ainda, suplementação de colagénio hidrolisado.

Alergias

Nariz entupido, olhos lacrimejantes, comichão na garganta e ouvidos, são alguns dos sintomas que usualmente aparecem no início do Outono. A baixa temperatura, o vento e o tempo mais seco, trazem também os primeiros sintomas das alergias.

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Estima-se que aproximadamente 30% da população mundial sofra de algum tipo de alergia, contudo, no Outono falamos especificamente das alergias do tipo inalante, isto é, provocadas por poeiras domésticas ou partículas poluentes ambientais, fungos, ácaros e/ou pólens.

As alergias respiratórias são particularmente preocupantes porque, se não controladas, podem favorecer o desenvolvimento de infecções graves das vias respiratória, como pneumonia, por exemplo. Para evitar as temidas crises alérgicas, a principal recomendação é o afastamento das fontes alérgicas e o reforço das defesas imunitárias.

Antes de voltar a usar as roupas de Inverno, volte a lavá-las e, se possível, faça a secagem ao Sol, com vista à eliminação de poeiras e ácaros. Ao sair de casa deve deixar a casa ventilada deixando, se possível, as janelas parcialmente abertas, ou se fechadas, apenas com o vidro de forma a deixar entrar o Sol.

Reforço do sistema imunitário

Na mudança de estação, as depressões imunitárias são comuns, deixando-o(a) mais suscetível a doenças, sobretudo do foro respiratório, destacando-se os grupos de maior risco como as crianças, idosos, grávidas e pessoas com imunidade diminuída por doença ou medicação.

Deve praticar uma actividade física regular e manter uma alimentação equilibrada que privilegie o consumo de frutas e legumes.  Estes alimentos são fonte abundante de vitaminas e antioxidantes que reforçam a imunidade, com destaque para a vitamina C, A, E e do complexo B.

Deve, ainda, incluir na sua alimentação alimentos, nutrientes e/ou outros compostos naturais com eficácia demonstrada no reforço da imunidade, quer através do consumo em natureza, quer através da ingestão na forma de suplemento alimentar, com destaque para os seguintes:

  • Alho – contém alicina, um poderoso antibacteriano;
  • Equinácea – actua no reforço natural das defesas imunitárias, especialmente na prevenção de alergias e infecções respiratórias superiores;
  • Alimentos ricos em vitamina C – encontrada em abundância nas frutas e legumes, esta vitamina antioxidante é um dos principais compostos no reforço da imunidade;
  • Propólis – produzida pelas abelhas, é tido com um antimicrobiano natural;
  • Cogumelos – estimulantes naturais da imunidade ajudando a produção de glóbulos brancos;
  • Alimentos probióticos – alimentos contendo microrganismos vivos, como os leites fermentados e iogurtes, que contribuem para o equilíbrio da flora intestinal, uma das importantes barreiras imunitárias do organismo;
  • Chá-verde – contendo dos mais poderosos antioxidantes da natureza, actua como antiviral e antibacteriano natural;
  • Gengibre – contendo substancias antioxidantes e antibacterianas naturais, é ideal para prevenção e tratamento de estados gripais, seja natural ou em chá;
  • Mel – contém vitaminas e minerais que actuam naturalmente no reforço das células responsáveis pela imunidade e, ainda, inulina, uma substância natural com efeito prébiotico, isto é, que estimula o crescimento de microrganismos benéficos no nosso intestino.

 

Fonte: boa-saude.pt

 

 

 

 

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