Doença Crónica – Como Viver

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Autora – Joana São João Rodrigues 

Psicóloga Clínica, Mestre em Psicologia

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Viver com uma doença crónica

A doença crónica é definida por ser uma doença que persiste por um longo período e não se resolve num curto espaço de tempo. Há centenas de doenças crónicas conhecidas, e cada uma afecta o corpo de forma diferente. Alguns exemplos de doenças crónicas são: diabetes, doença de Alzheimer, hipertensão, asma, sida, cancro e doenças autoimunes.

As doenças crónicas podem acompanhar durante muito tempo a vida de uma pessoa ou toda a sua vida, e neste último caso não há cura, apenas tratamentos periódicos, tornando-se assim numa ameaça ao bem-estar e na qualidade de vida.

Existem as que são potencialmente ameaçadoras à vida, e as que não apresentam risco mas podem ter o potencial de serem fisicamente debilitantes.

Além da parte física, as doenças crónicas também apresentam efeitos emocionais e psicológicos que podem ser devastadores e até influenciarem o processo de tratamento.

As doenças crónicas naturalmente provocam mudanças na vida da pessoa, para além dos condicionamentos do dia-a-dia, obrigam a tomadas de decisões e à exploração de novos caminhos desconhecidos até então.

Cada doença tem as suas especificidades, seja o número de horas que a pessoa tem de passar em serviços de saúde, as alterações na alimentação, o tempo recomendado de descanso, a possível ausência do trabalho, menos rendimento, modificações nos papéis sociais, alteração de hábitos, dependências e interdependências de outras pessoas.

Nas situações em que a pessoa precisa de alguém para se deslocar ou para realizar alguma atividade do quotidiano, as dificuldades emocionais da gestão da doença tendem a piorar.

Perante esta situação, existem algumas questões fundamentais, que ajudam a uma maior aceitação da doença e a uma maior procura de alternativas que aumentam o bem-estar apesar da doença:

– Aprender o máximo que puder sobre a doença – Quanta mais informação se tiver, melhor se lida com os sintomas e tratamentos.

-Procurar um médico com o qual se identifique e procurar fazer todas as questões que tiver e tomar as decisões sobre os tratamentos com o médico, e seguir o tratamento de forma adequada.

– Juntar-se a um grupo de apoio e assim perceber que não está sozinho com a doença e que há várias pessoas na mesma situação. Pode receber informações de outras pessoas que vivem com a doença há mais tempo.

– Manter um exercício físico regular adequado à sua situação clínica, um dieta equilibrada e cuidados preventivos, além do tratamento clínico.

– Manter-se activo socialmente, permitindo a aproximação de familiares e amigos e participar em actividades que promovam o bem-estar psicológico.

– Reconhecer e aceitar que, durante o tratamento, poderão haver dias bons e maus.

– Lembrar-se sempre que as pessoas são muito mais do que a sua doença. Pode ter uma doença crónica, mas isso é uma parte da sua pessoa. Além disso também é um pai fantástico, um melhor amigo de alguém, uma mãe dedicada, um avô carinhoso, um excelente profissional, …

– Procurar apoio psicoterapêutico pode ajudar, mesmo quando se sente que tem bom suporte familiar e de amigos, a ajuda de um profissional de saúde mental pode ser necessária e também é muitas vezes aconselhável para os membros da família que lidam com a doença de um ente querido.

 

Por decisão pessoal, a autora do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.

Autora: Psicóloga Joana de São João Rodrigues

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