O bebé real e o bebé imaginário

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Autora – Márcia Carrola  

Psicóloga Clínica, Mestre em Psicologia

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O bebé imaginário, o confronto da fantasia com uma criança real

O conceito de bebé real e o bebé imaginário nasce da representação do bebê, pela mãe, durante o período da gravidez. Todas as mães sonham com um filho perfeito. Claro está que a ideia de perfeito varia consoante a mãe.

Normalmente pensam no filho ideal como lindo, inteligente, calmo e educado. Quando o bebé nasce a progenitora depara-se com um bebé que terá mais ou menos de parecido, com o bebé imaginário da gravidez.

Crianças com dificuldades na regulação do sono, com “tendência a fazer birras”, agitadas, com dificuldades de aprendizagem, portadoras de deficiência e com pouca tolerância à frustração são vistas, muitas das vezes como crianças problemas, quase que “avariadas” e que, portanto, temos de as “arranjar” de alguma maneira.

Quando um educador/professor chama os progenitores para comunicar problemas como comportamento ou aprendizagem deve de ter em conta que este assunto vai atingir, bem no fundo, o ego destes pais.

Situações como estas desmistificam a criança idealizada, perfeita que é o exemplo não o problema. Há que ter muito cuidado com as palavras que se usa pois irão ter um enorme impacto na dinâmica familiar.

Vejo muitas famílias numa busca incessante de uma criança perfeita, idealizada, que a criança real nunca conseguirá alcançar.

Vejo muitos professores e pais aceitarem em primeira linha a medicação para transformar a criança agitada (mas real, com qualidades e defeitos) numa criança calma, quase que dopada, que irá ter dificuldades em assimilar a matéria.

Vejo cada vez mais uma sociedade que quer transformar todos em iguais, quase que saídos de uma fabrica. Há que saber respeitar as características da personalidade das crianças. Querer que todas sejam iguais num contexto educativo e assassinar a nascença a criatividade e o nascimento de ideias diferentes.

Autora: Psicóloga Clínica Márcia Corrola

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