Obesidade: Governo recupera programa para reduzir listas de espera nas cirurgias

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A medida surgiu na altura em que Ana Jorge era ministra da Saúde. Agora, Adalberto Campos Fernandes retoma o programa. O objetivo é reduzir as listas de espera para cirurgia na obesidade.

Em resposta à TSF, o Ministério da Saúde explica que “está a ser estudada a criação de um programa de financiamento especifico a integrar no contrato-programa a estabelecer com os Hospitais do Serviço Nacional de Saúde em 2017, incentivando-se assim a resolução destes casos, recriando um programa existente anteriormente e que foi suspenso nos últimos anos”.

Nesta nota, o gabinete do ministro da Saúde acrescenta ainda que este programa deve abranger “cerca de 2.000 utentes (o que significaria um crescimento superior a 30% face aos valores de 2016), o que representará um verba de cerca de 12 ME anuais”.

Carlos Oliveira, presidente da ADEXO (a Associação de Doentes Obesos e Ex-Obesos de Portugal), considera que esta é uma boa notícia, depois do desinvestimento do governo anterior.

As listas de espera para cirurgias de obesidade têm aumentado. O Ministério da Saúde lembra que no primeiro semestre deste ano quase 1.500 pessoas aguardavam por cirurgia. Sobre as queixas dos hospitais sobre a falta de material e de pessoal para realizar as cirurgias, Carlos Oliveira diz que não se justificam.

O presidente da ADEXO lembra que é preciso apostar no tratamento e também na prevenção da obesidade. Sobre o possível aumento da taxa sobre os refrigerantes, Carlos Oliveira considera que é uma boa medida, mas lembra que a situação muda quando falamos de alimentos.

Listas de espera

O tempo de espera recomendado para casos não urgentes é de 270 dias, cerca de nove meses, as no caso do Hospital de Évora, os doentes chegam a esperar 703 dias, ou seja, quase dois anos.

Também no Centro Hospitalar de Gaia – Espinho, o tempo de espera chega a atingir um ano e meio e o Hospital de Santo António, no Porto, regista um ano.

Os dados do Sistema de Gestão da Lista de Inscritos mostram que no ano passado mais de 1.500 doentes ficaram por operar. Destes, 27% já estava à espera acima do tempo máximo previsto. Já este ano, até junho, quase 1.500 pessoas aguardavam por cirurgia.

Fonte:Tsf

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