Precisa de mudar? Saia da sua zona de conforto

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Autor – Marcos Justiniano (Psicólogo)


Precisa de mudar? O processo da mudança 

Durante a nossa vida passamos por mudanças todos os dias praticamente.

 

Algumas acontecem de forma muito natural, outras com um pouco mais de esforço. Tem mudanças que são baseadas em escolhas conscientes por uma necessidade pessoal, outras em que pensamos: “eu preciso mudar!”.

Geralmente mudar não é muito fácil ou um processo confortável, afinal de contas sair da “zona de conforto” nem sempre é agradável. Mas às vezes, muito necessário!

Seja como for, podemos focar numa mudança comportamental na sua empresa, nos seus relacionamentos, com a sua família, com os seus  filhos, o início de uma dieta, prática de atividades físicas, dependência de substâncias, é possível mudar e buscar o desenvolvimento pessoal e de todas as suas potencialidades.

De acordo com Prochaska e Diclemente (1982, apud MILLER e ROLLNICK, 2001, p. 172), os indivíduos passam da falta de consciência ou disposição para fazer algo, para a preparação para essa mudança.

Durante o processo de mudança as pessoas passam por cinco fases distintas. Das quais, neste momento convido-o a olharmos para a primeira: a pré-contemplação.

Talvez esteja até a considerar a possibilidade de uma mudança por conta do que as pessoas à sua volta estão falando ou observando, mas não entende ou não vê nenhum problema no seu comportamento.

Pode ser também, que você não acredite que seja tão problemático assim o seu comportamento. Isso é o que chamamos de pré-contemplação.

Vamos entender o porquê desta resistência, através dos quatro “Rs”: relutância, rebeldia, resignação e racionalização.

As pessoas que estão na fase da pré-contemplação por relutância são aquelas que devido à falta de conhecimento não querem considerar a mudança. Ou seja, talvez ainda não se deu conta dos embaraços ou dificuldades que o seu comportamento está a causar e reluta em mudar. Conhecer os prejuízos da manutenção do seu comportamento e os benefícios da mudança vai ajudá-lo.

Os pré-contempladores rebeldes, resistem em serem instruídos sobre o que fazer. Quando alguém da família, da empresa ou do seu convívio aponta o seu comportamento ele se irrita. Chegando a ser hostil e grosseiro muitas vezes. Isso explica-se pela sua insegurança e medo, se acha que se enquadra neste perfil, não vai admitir isso tão fácil.

Indivíduos que pré-contemplam a mudança, mas não avançam por resignação são aqueles que desistiram após várias tentativas sem sucesso. Não possuem energia ou investimento no movimento de mudança. Acreditam que seja tarde demais, ou que já são assim há tantos anos então não tem mais solução. Não há mais esperanças!

Por fim, o pré-contemplador racionalizador tem todas as respostas. Possuem várias justificativas para seu comportamento, argumentam com muitas razões sobre o problema não ser um problema. Afirmam que aquele comportamento pode ser um problema para outro, não para ele. Ele está no controle. Quando alguém vai conversar sobre o seu problema, o diálogo rapidamente transforma-se em um debate.

Se você pensa numa mudança por algum motivo, reflita sobre a fase da pré-contemplação e observe em qual destes tipos se enquadra.

De qualquer forma, muitas mudanças são bem vindas em nossa vida, mas por algum dos motivos aqui tratados o caminho para elas não é trilhado.

Uma música do Raul Seixas nos propõe uma boa reflexão: Medo da Chuva. Não somos pedras imóveis na praia que ficam sozinhas a chorar.

 

Perca o medo e enfrente a mudança!

 

Autor: Marcos Justiniano
Fontes:MILLER, W. R.; ROLLNICK, S. Entrevista Motivacional: Preparando as pessoas para a mudança de comportamentos adictivos. Tradução: Andrea Caleffi e Cláudia Dornelles. Porto Alegre: Artmed, 2001.

 

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