Sintomas Cancro da Mama – Faça o auto-exame

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Sintomas Cancro da Mama – Faça o auto-exame

Os principais sintomas do cancro de mama são nódulos, alterações na pele, manchas e sensação de sensibilidade nos seios. O cancro da mama é um dos que mais mata mulheres em todo o mundo. Mesmo com tantas campanhas de prevenção, muita gente ainda se confunde em relação à doença, as suas causas e sintomas. Conheça todos os sintomas para fazer o seu próprio diagnóstico.

Cancro da mama – O que é?

As células da glândula mamária são as responsáveis pela constituição do tecido mamário. No seu estado normal, estas células crescem e dividem-se em novas células, sob influência hormonal, formadas à medida que vão sendo necessárias, a este processo chama-se regeneração celular. Quando as células mamárias normais envelhecem ou são danificadas, morrem naturalmente. Quando as células perdem este mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu genoma (DNA), tornam-se células de cancro, que não morrem quando envelhecem ou se danificam, e produzem novas células que não são necessárias de forma descontrolada, resultando na formação de um cancro.

Ao contrário das células normais, as células de cancro da mama não respeitam as fronteiras do órgão, invadindo os tecidos circundantes e podendo disseminar a outras partes do organismo. Por exemplo, as células de cancro podem invadir os gânglios linfáticos mais próximos, nomeadamente os localizados debaixo da axila, os gânglios da base do pescoço e os gânglios da parede torácica.

Posteriormente podem atingir órgãos à distância como os ossos, fígado, pulmões e cérebro. A este processo dá-se o nome de metastização

SINTOMAS DO CANCRO DA MAMA:

No estágio inicial, o cancro da mama é praticamente assintomático. Só depois  que o tumor está razoavelmente grande é que surgem os primeiros sintomas do cancro da mama, torna-se palpável. 

Devido a dificuldade que se tem de diagnosticar a doença precocemente é que se indica a todas as mulheres que façam mamografias todos os anos por precaução desde os 15 ou 18 anos.

Entre os principais sintomas do cancro da mama estão:

  • Nódulos – caroços duros que não desaparecem nem diminuem de tamanho
  • Sulco na mama-aparência de mama “achatada”
  • Endurecimento da mama
  • Inversão do mamilo
  • Manchas ou alterações na pele
  • Saída de um líquido pardo do mamilo (sanguinolento ou de
  • cor ferrugem)
  • Deformações visíveis na mama
  • Gânglios ou ínguas nas axilas – os chamados “linfonodos”

Caso sinta qualquer um desses sintomas é necessário uma consulta imediata ao seu ginecologista. Lembre-se que nem toda dor na região está associada ao cancro da mama, geralmente a dor na mama está ligada a alterações hormonais ou emocionais, ou seja, em caso de dúvidas realize uma consulta, mas sem criar pânico.

COMO FAZER O DIAGNÓSTICO DO CANCRO DA MAMA SOZINHA? 

Em primeiro lugar, não existe diagnóstico sem a ajuda de um médico. Somente um especialista pode diagnosticar com segurança. Por isso é muito importante fazer exames regulares no seu ginecologista e mamografia, principalmente após os 40 anos.

Porém, pode prevenir-se fazendo o auto-exame das mamas. Ele ajuda a perceber alguma anormalidade. O auto-exame deve ser realizado pelo menos uma vez o mês, de preferência uma semana após o período menstrual, é bem simples de fazer.

APRENDA A FAZER O AUTO-EXAME

  1. Diante do espelho, com as mãos na cintura observe o formato, o tamanho e o contorno das mamas. Observe anormalidades como depressões, pregas ou alterações na pele, na auréola ou mamilo;
  2. Com as mãos para o alto, observe a simetria mamária. As mamas devem estar alinhadas e os mamilos e auréolas na mesma linha;
  3. Coloque um braço atrás da nuca e percorra a área da mama com a ponta dos dedos, fazendo movimentos circulares de fora para dentro (da axila em direção ao mamilo), procurando caroços na região. Examine a mama esquerda com a mão direita e vice-versa;
  4. Faça leves pressões nos mamilos, observando se há secreções ou lesões na parte mais sensível, bem como nas auréolas;
  5. Faça movimentos circulares da mama em direção à axila, também observando a ocorrência de caroços na região.

Percebendo alterações no formato ou tamanho, sulcos na mama, nódulos ou manchas, procure seu médico imediatamente. Pode ser sinal de cancro da mama.

Ficou alguma dúvida? Veja como fazer o auto-exame no vídeo abaixo:

CAUSAS DO CANCRO DA MAMA

Não se conhece ao certo as causas do cancro da mama. Mas sabe-se que são decorrentes de alterações genéticas ocorrendo predominantemente em mulheres acima de 50 anos e com histórico familiar (mãe, irmã ou parente próxima terem tido a doença).

Além de idade e genética familiar, contribui para o aparecimento do cancro da mama um conjunto de fatores de risco e ambientais.

FATORES DE RISCO PARA O CANCRO DA MAMA

  • Primeira menstruação muito jovem
  • Menopausa mais tardia
  • Nenhuma gravidez
  • Gravidez tardia
  • Tabagismo
  • Uso de hormônios (terapia de reposição hormonal)
  • Obesidade
  • Hábito de ingerir bebidas alcoólicas

É necessário dizer que os fatores isolados não determinam o surgimento da doença, mas sim a predisposição genética associada a um ou mais desses fatores.

PRINCIPAIS TRATAMENTOS

A forma como o cancro da mama será tratado depende do tamanho e agressividade do tumor. No entanto, a maioria dos tipos de tratamento são essencialmente cirúrgicos. A cirurgia visa em primeiro lugar tratar o tumor na região afetada, podendo ser complementado com radioterapia, quimioterapia e hormona-terapia dependendo da necessidade e especificidades do organismo da mulher.

Tratamento localizado  – Tem por objetivo tratar o tumor sem afetar o resto do organismo. Ele é feito pela retirada parcial ou total da mama e com tratamento de radiação.

Tratamento sistémico – Administrado por via oral ou injetado, esse tratamento atinge todo o corpo, consistindo em quimioterapia, hormona-terapia e imunoterapia,

Para evitar que as células cancerígenas se encaminhem para outras partes do corpo, mesmo após a cirurgia, recomenda-se a terapia sistêmica (quimioterapia). Quando feita após a cirurgia, chama-se terapia adjuvante. Também pode ser realizada antes da cirurgia – para reduzir o tumor e evitar uma cirurgia muito invasiva . Esta chama-se terapia neoadjuvante.

COMO FAZER A PREVENÇÃO

Como a doença é principalmente de origem genética, a melhor forma de prevenir o cancro da mama é fazer o auto-exame e consultas médicas regulares, além da mamografia anual após os 40 anos. Somente a mamografia pode detectar o surgimento de tumor na mama com menos de 1cm, por isso ela é a melhor maneira de detecção precoce da doença, elevando-se as chances de cura.

Porém, ela não previne o aparecimento do cancro da mama.

Por isso, é importante também atuar sobre os fatores de risco da doença:

  • Evitar o sobrepeso (com nutrição saudável)
  • Praticar exercícios físicos
  • Evitar o excesso de bebidas alcoólicas
  • Evitar a Terapia de Reposição Hormonal por mais de 5 anos.
  • Evitar o tabagismo

O CANCRO DA MAMA PODE OCORRER EM MULHERES JOVENS?

A faixa etária mais comum para se desenvolver o cancrode mama é a partir dos 50 anos, sendo maior a incidência após a menopausa. No entanto, pode ocorrer em mulheres jovens, sendo que o cancro da mama precoce tende a ser mais agressivo. Seja qual for a idade do diagnóstico, deve-se procurar o tratamento imediatamente.

ONDE DEVO TRATAR O CANCRO DA MAMA?

Em primeiro lugar, mantenha-se positiva, pois hoje há tratamentos de cancro da mama bastante eficazes. O tratamento é multimodal, envolvendo uma equipe de profissionais como:

  • Cirurgião – para retirada parcial ou total da mama ou retirada de linfonodo das axilas
  • Oncologista clínico – para a realização de Quimioterapia, Hormônio-terapia ou tratamento específico.
  • Radio-oncologista – para radioterapia.

De acordo com a natureza do tumor, a equipe médica irá determinar qual procedimento realizar e em que ordem, aumentando, assim, as chances de cura.

O CANCRO DA MAMA PODE OCORRER EM HOMENS?

Pode ocorrer em homens, mas em percentagem muito baixa – 1% dos casos. Geralmente o cancrode mama masculino se relaciona a um histórico de cancro na família, predisposição genética ou radioterapia na região torácica.

Autor: Viva Saúde 
Fontes: 
Vídeo de: enfermagem.com

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