Vazio existencial – O que é?

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Autora – Joana São João Rodrigues 

Psicóloga Clínica, Mestre em Psicologia

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Vazio Existencial – A coragem de se ir ao seu encontro

A necessidade de se dar sentido às coisas, a necessidade de se encontrar um ou vários sentidos à vida, o encher de sentido o que nos rodeia, acaba por ser algo necessário e essencial em determinados momentos, em maior ou menor grau, mas necessário! Segundo Nietzsche: “Aquele que tem uma razão para viver pode suportar quase tudo”.

Sem esse sentido, o dia-a-dia pode-se tornar mais longo e pesado… abrindo a possibilidade de surgir o “vazio existencial”, que pode surgir perante determinadas situações, algumas delas de intenso stress, na vida de uma pessoa, nomeadamente lutos e perdas vividas ao longo da vida.

Quando uma situação inesperada surge, nos primeiros momentos é um choque e é necessário tempo para se dar sentido a essa nova situação. Essa sensação de vazio e consequente perda de vontade, pode permitir o desenvolvimento de uma depressão ou algumas outras perturbações psicológicas, caso se fique agarrado à situação (de perda por exemplo) e esse vazio for perdurando no tempo.

Quando uma pessoa se vai envolvendo nesse seu vazio existencial, muitas vezes descrito como uma espiral, pode levar cada vez mais a um desajuste emocional e uma grande dificuldade da pessoa se auto regular. A falta de sentido na vida pode fazer com que a própria existência perda o seu significado, a pessoa vai-se sentindo vazia, abandonado, desvalorizada e insignificante.

Pode-se ir tentando fugir desse vazio e dessa dor: ocupar o tempo com actividades e com pessoas, procurar escapes (muitas vezes adições), mas essa fuga não vai mudar esse vazio, ele vai continuar lá. No entanto, o vazio existencial pode ser preenchido, pode ser compreendido, pode ser apaziguado e acolhido, pode ser cuidado e abraçado, pode-se ir enchendo esse vazio com calor, ternura e afecto, e dando sentindo às experiências vividas e à vida.

A coragem de se ir ao encontro desse vazio, compreendê-lo, dar-lhe um sentido, irá permitir a pessoa conhecer as suas próprias necessidades para o poder preencher com o que lhe mais falta.

 

Por decisão pessoal, a autora do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.

Autora:

Joana de São João Rodrigues – Psicóloga Clínica da ClaraMente

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